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Registo: 26 Out 2005
Mensagens: 5
Local/Origem: Lisboa
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Versos ordenhados
na quinta do poeta
nas gavetas prenhes
apascenta-se ovelhas
rebanho de casta negra
besta assexuada
acorrentada à gravata
numa caneta feita estaca
espera-se a morte
para se regenerar
está calor dentro da coberta
e as luzes apagadas
espera-se o sopro do vento
para resgatar o sangue
no tinteiro coagulado
no compasso da inquietação
respira-se um ar podre
na taça da ressurreição
poesia geme moribunda
no antro do vulcão adormecido
thalasa, morre o mar
e a cidade torna-se porto
não suporto! este maremoto
15.01.05 |
_________________ A.Quade |
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