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| Nanda |
Colocada: Sáb Nov 21, 2009 6:25 pm |
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Registo: 19 Nov 2009
Mensagens: 10
Local/Origem: Setúbal
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Sou água de açude,
parada em represa
Por mais que o vento
Me arraste com ele
Não sigo o meu curso
Do mar sinto medo
Estou enclausurada
Neste meu degredo
Se a eclusa se abrir
Para me libertar
Não vou querer sair
Sou água parada
Eu não sei nadar
E se a correnteza
Carregar comigo
Lá vou rio abaixo
E à espreita o perigo
Enrosco-me ao tronco
Para não escorregar
Prefiro o seguro
Que por se cuidar
Sempre prevenido
Lá morreu de velho |
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| Lomwe |
Colocada: Sex Jan 22, 2010 4:59 pm |
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Registo: 08 Mai 2008
Mensagens: 28
Local/Origem: Guarda - Portugal
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E passa o rio tranquilo
no seu rumorejar
tão peculiar...
E alisa os seixos,
alimenta os peixes
e sempre, em direcção ao mar,
liberta as máguas da fonte
que o viu nascer, para não o voltar a chamar...
E a triste açude, tem na lembrança
aquele leito, a sua esperança. |
_________________ A Poesia é tão importante quanto o oxigénio que se respira, o amor que se sente, os aromas perfumados que inspiramos, os sons melódicos que se escutam e as cores que se veem; É um tal sexto sentido! |
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