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| Nunes Carneiro |
Colocada: Qua Mai 02, 2007 12:21 pm |
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Registo: 03 Out 2002
Mensagens: 7
Local/Origem: Espinho (Portugal)
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Caros Poetas da Gaveta,
O espaço «Gaveta dos Poetas» é uma aposta da Elefante Editores para promover o contacto e a leitura de poesia de novos autores de língua portuguesa.
Trata-se de uma iniciativa autónoma que vive, essencialmente, da participação dos seus membros.
Escrevam e usem a gaveta para chegar a muitos leitores amantes da poesia.
Boas leituras.
Nunes Carneiro
Editor
www.elefante-editores.net |
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| Dina |
Colocada: Qui Jun 21, 2007 2:19 pm |
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Registo: 14 Jun 2007
Mensagens: 1
Local/Origem: S. João da Madeira
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Desejo
Pintaste os meus seios a aguarelas,
Naquela tela já corroída pelo sol
E, no lençol, desenhaste o meu corpo,
Com lápis de mil cores.
Emolduraste o meu desejo,
Na loucura da paixão,
Onde deixei fugir a razão,
Onde saboreamos a emoção,
De uma entrega,
Sem princípio nem fim.
Na parede onde acariciaste
Os meus sentidos,
Guardo o quadro do desejo incontido.
No arco-íris dos meus sonhos,
Fiquei presa à ilusão,
De ser a diva dos teus pincéis.
E, nos papeis espalhados pelo chão,
Hoje, só vejo compaixão,
Nos olhos que me retrataram a alma.
Onde existia o amor,
Nada mais resta,
Para alem do desejo,
Que não foste capaz de esquecer.
Com raiva e dor,
Rasgo o retrato da lua
E deixo-me adormecer!
Dina Silvério
Sede de Amor
Chegaste!...
Invadiste o meu olhar.
Pegaste na minha mão
E, como criança,
Me deixei levar até ao mar.
Este mar, onde me encontro
E me deixo encantar,
Na essência do meu ser.
Onde me deixo levar,
Pela força do teu amar.
Este mar, onde me vejo e revejo,
No recordar do lugar onde nasci
E que nunca mais esqueci.
Chegaste!...
Invadiste os meus sentidos,
Penetraste a minha vida,
Na essência do meu ser,
Penetraste o meu viver,
Sem retorno, nem saída.
Chegaste!...
Invadiste o meu desejo,
Numa entrega total
E, no final,
Deixaste-me ao sabor,
Da minha sede de amor!
Dina Silvério
Na Minha Cama
Dormes comigo na minha cama,
Mas no acto de amar,
Usas o meu corpo de passagem
E nessa miragem, deixo-me ficar.
Dormes comigo na minha cama
E em mim te deixo chorar
A sofreguidão de uma entrega
Que nunca chega a findar.
Dormes comigo na minha cama,
Noites a fio sem nunca acabar
A espera de um carinho,
Nem a ternura de um abraçar.
Dormes comigo na minha cama,
Mas esqueces o principal.
Por muito que seja tua,
Nunca me tens, afinal.
Dormes comigo na minha cama,
Sem te importar o meu sofrer.
Julgas que possuis o essencial,
Mas nem te atreves a ver
Que nada tens no final.
Dormes comigo na minha cama
E despes a noite sem pudor.
Sentes-te dono do meu ser,
Mas no coração só existe dor
E tu para mim, já deixaste de viver!!!
Dina Silvério
Comigo sempre a meu lado
No silêncio da vida vou caminhando...
Comigo sempre a meu lado,
Vou vivendo de fugida,
Neste mar de tempestade.
Entre a chuva e o vento vou lutando,
Ganhando alento na saudade,
Percorro estradas...
Comigo sempre a meu lado.
No silêncio da vida vou caminhando...
Sigo as estrelas ao luar,
Em busca do teu brilhar,
Vou acreditando no sonho
Do sorriso do teu olhar.
Sigo o voo das gaivotas
Planando na onda que passa
E trespassa esta emoção de te encontrar.
No silêncio da vida vou caminhando...
Água doce em que navego e me entrego,
Sempre comigo a meu lado.
Vejo a noite a chegar.
Companheira dos meus passos.
Pego na vida e do cansaço,
Lanço o grito de aqui estar.
No silêncio da vida vou caminhando...
Ao encontro de quem me espera.
Pego na esperança e com ela me deixo levar,
Comigo sempre a meu lado,
Não choro, não me lamento,
Vivo simplesmente o verbo amar!
Dina Silvério
Invasão
Um beijo pousou no meu rosto,
Terno, meigo, ruidoso e radioso,
Como o sol deste dia.
Um beijo me encontrou distraída,
Abstraída do vento e do mundo.
Veio invadir os meus sentidos
E exigir que regressasse à vida.
Um beijo saltou no meu colo
E, na sua magia, me aconchegou.
Veio invadir o meu coração,
Abrir a minha alma de par em par
E sem parar,
Voou de mão para mão.
Sem se importar com o cansaço,
Veio invadir o meu espaço,
Reclamar a minha atenção.
Um beijo me chamou,
Em tom de provocação.
Veio invadir o meu sonhar
E pedir para comigo ficar.
Um beijo me invadiu a razão.
Sem perceber, me vi presa ao seu olhar.
Sem contestação me deixei cativar,
Pela ternura do seu amar!
Dina Silvério |
_________________ Dina Silvério |
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| Belmiro Rodrigues |
Colocada: Dom Jun 24, 2007 12:23 am |
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Registo: 09 Mai 2007
Mensagens: 38
Local/Origem: Ovar
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Quarto Crescente
Doce doce é a curvatura
do teu olhar rutilante
quando olha para baixo
olhando para cima
e o rubor de Verão
incendeia as tuas faces
com searas de Van Gogh
e os dedos jogam
escondidas entre eles
e os lábios lançam trejeitos
as pernas fazendo laços
as mãos buscando cigarros
os olhos olhando nas bordas
o coração seguindo sonhos
e com um sorriso carmim
abres os lábios
para dizeres – Olá! |
_________________ Poesia e subversão! |
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| Belmiro Rodrigues |
Colocada: Dom Jun 24, 2007 12:24 am |
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Registo: 09 Mai 2007
Mensagens: 38
Local/Origem: Ovar
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São danadas as formigas!
As formigas não têm bares preferidos
nem sequer têm bares
apenas se passeiam incessantemente
(há quem diga trabalham incansavelmente
mas não sabemos a verdadeira verdade)
em bichas nitidamente democráticas
indianas ( a maior democracia do mundo)
numa amálgama por vezes frequentemente
sem sentido de ordem no caos aparente.
Elas não mostram mas passam
cheias de ideias geniais produzidas
em químicas espantosas
ou apenas com fardos às costas
num trânsito que nos faz pensar na vida
por semelhança
trânsito infernal perpétuo
ou simplesmente trânsito
simples.
São danadas as formigas! |
_________________ Poesia e subversão! |
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| Belmiro Rodrigues |
Colocada: Dom Jun 24, 2007 12:25 am |
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Registo: 09 Mai 2007
Mensagens: 38
Local/Origem: Ovar
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Neva na minha cama!
Neva na minha cama!
(é estranho! é Julho! é Verão! é calor!)
flocos catalogados
das minhas culpas
(e são tantas! ai se são!)
que estou juncado
hiberno quase
em flocos em culpas
escapando-se da alma sem fim
quase pereço.
Socorro! Alguém acuda! |
_________________ Poesia e subversão! |
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| Belmiro Rodrigues |
Colocada: Dom Jun 24, 2007 12:28 am |
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Registo: 09 Mai 2007
Mensagens: 38
Local/Origem: Ovar
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Kavafis – o velho – aqui
Na centelha da saudade
-círio pálido bafiento –
arde em mordomia altiva
o dia
- como este minuto de areia
escorrendo-te entre os dedos –
o hoje
o viver sanguíneo
a carne pulsante.
Viver a melancólica saudade
é sofrer cronicamente
do torcicolo
da paranóia
da vasta cegueira
do caminho
é errar
no zig-zag da lebre
sem candeia sem círio sem lanterna
reaquecendo requentando
a vida de ontem
perdendo o sabor
da frescura de hoje. |
_________________ Poesia e subversão! |
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| Cláudia Banegas |
Colocada: Qua Ago 15, 2007 11:47 pm |
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Registo: 15 Ago 2007
Mensagens: 87
Local/Origem: Rio de Janeiro/Brasil
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Eu acho os homens tão interessantes...e complicados ao mesmo tempo, ainda vou escrever um livro a respeito deles, aguardem!
Eles vivem dizendo que nós - mulheres - é que somos difíceis de sermos entendidas, mas eles são tão complicados quanto...
As mulheres devem concordar comigo, tem homem que parece um urso. Fica na dele, hibernando um tempão, aí de repente, sai da "caverna" e começa a comer tudo o que vem pela frente...
Já o homem leão é aquele que aparenta ser o rei do pedaço, ele só ruge e espera atenção, serviços prestados; fica na dele até chegar um leão mais novo que ruja mais forte; aí ele mete o rabo entre as pernas e parte pra outra.
O homem garanhão pega todas e vai só contando vantagem...só conquistando...até que um dia quebra a cara, pq é conquistado, depois de conquistado é desprezado e experimenta o que fez durante a vida toda.
O galinha é aquele que não sabe com quem vai ficar, fica com uma, cisca, cisca, depois vê outra mais bonita, larga aquela e parte pra outra, depois vê outra com a bunda maior, ele larga aquela e parte pra outra e assim vai levando a vida até que...a vida passa! E ele envelhece só. Vira um galo velho.
Ainda temos o homem "serial": ele vai colecionando as mulheres por números..." Eu já tive 5, 10, 12...agora são 22..."( as numera como se fossem troféus). Depois ele comenta na roda com os amigos: "Tá vendo aquela ali? Peguei...e aquela do lado dela? Peguei tb...a outra lá, na outra ponta...peguei!"
Pobre criatura...pegou tantas e não pegou nenhuma! Aliás, deve ter pego sim, uma doença venérea...E esse negócio de "pegar mulher", é mto vulgar!! Porque mulher não se pega...mulher se conquista, a mulher é uma dádiva!
Tem que chegar com jeito, com doçura, com carinho, com palavras de amor. Uma mulher que ama é a mais linda de todas! É aquela que abre o coração e abriga. AMA! E isso eu enfatizo bem: Uma mulher que se ama e é amada é a mais linda de todas! É plena, completa, realizada e feliz!
Infelizmente a maioria dos homens não se satisfaz com uma mulher só, a curiosidade deles é ilimitada...querem medir os seios, ver qual deles cabe melhor na palma das mãos...querem medir a profundidade da mulher, se ela é quente, se é fria, se rebola igual...se rebola diferente....ah, maldita curiosidade! Eles não aguentam a curiosidade! E por aí vão, caminho a fora, pegadores, conquistadores, devoradores das carentes de amor.
São raros os cativantes, aqueles que olham a mulher pela alma e não pela grossura da coxa, nem pelo diâmetro da cintura, nem pela exuberância dos quadris.
O cativante olha a mulher pela íris, nos olhos, enxerga quem ela é. Aí, ele não a conquista a princípio, ele cativa. Uma vez cativada, a mulher é capaz de amar sem limites. O que conquista, logo sente vontade de conquistar novamente, mas o que cativa, se prende também, porque sente vontade de cuidar do que com tanto carinho e zelo conseguiu cativar.
Os dois tornam-se um e ele vai levando a vida assim, até que...a vida passa. E eles passam bem, obrigada.
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_________________ Cláudia Banegas |
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| veranovo |
Colocada: Ter Fev 19, 2008 3:12 am |
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Registo: 11 Set 2007
Mensagens: 11
Local/Origem: viana do castelo
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Amar com seis sentidos
Respiramos o delicado perfumar,
Incenso de jasmim num quanto quente,
Duma aura mágica que se sente
E onde pudemos nos embriagar.
Uma lamparina de azeite a arder,
Impede a escuridão de entrar
Em almas que desejam se amar,
Em corpos anseiam se conhecer.
Entregamo-nos ao quente demulcir,
De chocolate com pimenta dos beijos,
Que fantasiam quiméricos mil desejos,
Todos únicos desejos ainda por vir.
Lençóis rubros e aveludados em cetim,
Estendem-se em convite sobre o leito.
Tocam-nos suaves num gesto perfeito,
Perfeito encanto de um romance sem fim.
Sons orientais nos elevam e transportam
A templos eternos perdidos no tempo,
Eternidades de um amor desatento
- vidas esquecidas que retornam.
Os sentimentos das almas requintadas
Confundem-se numa luz única e pura.
Transcendemos sonhos e anseios sem cura
E vibramos em energias unificadas.
Vera Novo Fornelos |
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| luiz vieira |
Colocada: Dom Mar 09, 2008 7:39 pm |
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Registo: 09 Mar 2008
Mensagens: 1
Local/Origem: Brasil
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AMARGEDOM
espaço esta no tempo,
tempo que ocupa,
ilusórias formas
constantes desventuras...
uma sombra ilusitória,
apareceu contracenando
mostrando o quase tudo
desnuda perambulando...
épocas passaram,
no espaço do tempo,
surgiram guerras,
surgiram pragas,
surgiram conflitos,
o amargedom fazendo-se...
um mundo varrido,
pelo caos reinou
não há mais futuro,
não há mais esperança,
o que restou!
em pedaços ficou...
nesta agonia,
DEUS é a promessa,
DEUS é a dádiva,
DEUS é a esperança,
sem ele!
vivemos na ignorância...
24.05.2001 |
_________________ "tudo na vida passa, mais lembranças ficam"
Luiz Vieira |
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| Belmiro Rodrigues |
Colocada: Qua Jul 01, 2009 1:01 am |
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Registo: 09 Mai 2007
Mensagens: 38
Local/Origem: Ovar
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Cláudia Banegas escreveu: Eu acho os homens tão interessantes...e complicados ao mesmo tempo, ainda vou escrever um livro a respeito deles, aguardem!
Eles vivem dizendo que nós - mulheres - é que somos difíceis de sermos entendidas, mas eles são tão complicados quanto...
As mulheres devem concordar comigo, tem homem que parece um urso. Fica na dele, hibernando um tempão, aí de repente, sai da "caverna" e começa a comer tudo o que vem pela frente...
Já o homem leão é aquele que aparenta ser o rei do pedaço, ele só ruge e espera atenção, serviços prestados; fica na dele até chegar um leão mais novo que ruja mais forte; aí ele mete o rabo entre as pernas e parte pra outra.
O homem garanhão pega todas e vai só contando vantagem...só conquistando...até que um dia quebra a cara, pq é conquistado, depois de conquistado é desprezado e experimenta o que fez durante a vida toda.
O galinha é aquele que não sabe com quem vai ficar, fica com uma, cisca, cisca, depois vê outra mais bonita, larga aquela e parte pra outra, depois vê outra com a bunda maior, ele larga aquela e parte pra outra e assim vai levando a vida até que...a vida passa! E ele envelhece só. Vira um galo velho.
Ainda temos o homem "serial": ele vai colecionando as mulheres por números..." Eu já tive 5, 10, 12...agora são 22..."( as numera como se fossem troféus). Depois ele comenta na roda com os amigos: "Tá vendo aquela ali? Peguei...e aquela do lado dela? Peguei tb...a outra lá, na outra ponta...peguei!"
Pobre criatura...pegou tantas e não pegou nenhuma! Aliás, deve ter pego sim, uma doença venérea...E esse negócio de "pegar mulher", é mto vulgar!! Porque mulher não se pega...mulher se conquista, a mulher é uma dádiva!
Tem que chegar com jeito, com doçura, com carinho, com palavras de amor. Uma mulher que ama é a mais linda de todas! É aquela que abre o coração e abriga. AMA! E isso eu enfatizo bem: Uma mulher que se ama e é amada é a mais linda de todas! É plena, completa, realizada e feliz!
Infelizmente a maioria dos homens não se satisfaz com uma mulher só, a curiosidade deles é ilimitada...querem medir os seios, ver qual deles cabe melhor na palma das mãos...querem medir a profundidade da mulher, se ela é quente, se é fria, se rebola igual...se rebola diferente....ah, maldita curiosidade! Eles não aguentam a curiosidade! E por aí vão, caminho a fora, pegadores, conquistadores, devoradores das carentes de amor.
São raros os cativantes, aqueles que olham a mulher pela alma e não pela grossura da coxa, nem pelo diâmetro da cintura, nem pela exuberância dos quadris.
O cativante olha a mulher pela íris, nos olhos, enxerga quem ela é. Aí, ele não a conquista a princípio, ele cativa. Uma vez cativada, a mulher é capaz de amar sem limites. O que conquista, logo sente vontade de conquistar novamente, mas o que cativa, se prende também, porque sente vontade de cuidar do que com tanto carinho e zelo conseguiu cativar.
Os dois tornam-se um e ele vai levando a vida assim, até que...a vida passa. E eles passam bem, obrigada.
E bem!
Cláudia liga-me! ou email-me please! Temos muito para conversar e esclarecer!
Ansio a tua resposta. |
_________________ Poesia e subversão! |
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| Cátia Sofia |
Colocada: Dom Set 13, 2009 3:32 am |
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Registo: 10 Jul 2007
Mensagens: 1
Local/Origem: Barcelos, Braga
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Amor Eterno
O som se ausculta, os meus dedos movem-se por entre teclas, pisando as letras de um teor sentimentalista, cheio de afectos gratuitos, que por imensa infelicidade não podemos dar cara a cara neste momento.
A dor que estremece meu corpo, é em vão uma suspeita da descomunal nostalgia. Tudo a que olho para trás me enche de novo com vida. Suspiro do contentamento ao qual me forneces durante todo este tempo em que somos um “ Nós ”. Um pronome pessoal recém-nascido, mas com uma determinação distinta de ser o maior dos maiores nomes de uma narrativa de verídico bem-querer.
Assim se passaram os tempos de contos de fadas…e a nossa mentalidade teve uma enorme progressão. Depreendemos que uma relação amorosa não é um mundo de príncipes ou princesas, com grandes cavalos voadores ou anões e bichinhos falantes; mas sim um comprometimento, veracidade e deferência.
A meus olhos vejo a minha felicidade, me dando as mãos vejo os teus dedos entrelaçados nos meus, calor em meus lábios que se unem aos teus e em meus ouvidos penetram a mais bela palavra, o teu “ Amo-te ” . Tantas palavras foram sacudidas para o nosso coração, mentiras e calúnias saídas das bocas da tanta gente egoísta! Nossa imortal força que ergue a bandeira de um Verdadeiro Amor, que sobe sempre mais alto e vira costas a quem desacredita daquilo que somos capazes.
Até hoje, tudo foi difícil superar, mas conseguimos. Para lá do hoje, resta-nos olhar em frente, ao lado uma da outra sem nunca prescindir de crer no eterno. |
_________________ Cátia Carneiro
17 Anos |
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| IkaRo MaxX |
Colocada: Seg Out 19, 2009 3:34 am |
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Registo: 19 Out 2009
Mensagens: 3
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VÍCIO
“todo vício é ainda uma forma de amor”
Dê-me algumas mentiras…
Dê-me algumas…
só mais algumas…
mais algumas ilusões…
desencantos…
Dê-me o seu pior…
dê-me seu desastre, sua falcatrua…
dê-me seu fracasso
sua preguiça…
sua pieguice…
dê-me mais uma vez seu corpo usado…
dê-me mais uma vez alguns suspiros…
palavras falsas…
dê-me outra agulha…
dê-me outra vez alguns servicinhos sujos…
dê-me outra vez um pouco de sua saliva…
dê-me…
dê-me motivos para morrer
dê-me motivos para amargar amor…
dê-me pílulas de dormir…
dê-me leite quente na cara…
dê-me um soco na boca do estômago…
dê-me dias inteiros de melancolia…
noites torturantes de insônia
querendo saber onde você está…
por onde anda…
dê-me uma primavera sem cores
sem flores
inferno das dores
dê-me ao menos um pouco mais
de corda…
de destrato…
de desprezo…
uma mordaça para calar minha sorte…
um espartilho para apertar minhas fraturas…
uma bomba para queimar meu peito…
dê-me seu tesouro valioso
cheio de ódio e rancor…
dê-me o caminho de volta
para abandonar a mim mesm(o/a)
dê-me um castelo em ruínas
uma sarjeta como sala de estar
dê-me um pouco de desespero
de lixo…
de vinho…
de morte…
não quero afundar no vazio
que compõe minha vida! |
_________________ IkaRo MaxX |
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| Lomwe |
Colocada: Qui Nov 19, 2009 9:39 pm |
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Registo: 08 Mai 2008
Mensagens: 23
Local/Origem: Guarda - Portugal
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Vieram aves planando,
Monstros desfigurados,
Homens primitivos
De tudo se assenhorando.
Os deuses, já cansados
E outro tanto destemidos,
Foram, nas melodias desafinando
Por terem sido muito solicitados.
Correu o boato que enlouqueceram
Por já pouco responderem
E aos poucos sobreviveram.
Os tempos que nos pertencerem,
Viveremos conforme pudermos,
Realizados naquilo que quisermos.
Joantago |
_________________ A Poesia é tão importante quanto o oxigénio que se respira, o amor que se sente, os aromas perfumados que inspiramos, os sons melódicos que se escutam e as cores que se veem; É um tal sexto sentido! |
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